Como desenvolver sua inteligência emocional

 

Um dos principais aspectos relacionados ao desenvolvimento da inteligência emocional é a capacidade de gerenciar as próprias emoções em um momento de crise. E na vida profissional, o cuidador de idosos é constantemente desafiado por conflitos e condições adversas e que exigem um grande equilíbrio para superá-los.

Quase sempre, pensamentos e sentimentos — bons e ruins — acentuam essas questões conflitantes. Tais fatores pioram a situação no ambiente de trabalho e deixam o profissional excessivamente preocupado e inseguro.

Nesse contexto, veja como a inteligência emocional pode melhorar a qualidade profissional, direcionar os impactos dessa vivência e tornar o cotidiano mais agradável e harmonioso. Boa leitura!

Afinal, o que é inteligência emocional?

Atualmente, o conceito de Inteligência Emocional pode ser interpretado de diversas maneiras. No entanto, desenvolver esse tipo de característica é fundamental para lidar com os diversos aspectos da vida e se sentir um vencedor.

Contextualmente, a inteligência emocional pode ser considerada a capacidade de compreender — e de administrar com sabedoria — os seus sentimentos. Ela também pode ser entendida como a facilidade em desenvolver habilidades e a percepção suficiente para entender o sentimento dos outros.

Agir com inteligência emocional é ter equilíbrio para resolver situações conflitantes com resiliência, e sem afetar a moral ou os sentimentos alheios. Em linhas gerais, esse tipo de domínio é essencial para ser capaz de perpassar pelos caminhos da vida com eficiência e sabedoria.

Como ela influencia a relação entre o profissional cuidador e o idoso?

No dia a dia do cuidador de idosos, muitas situações que necessitam de controle emocional podem desafiá-lo. Entretanto, saber dominar esses momentos difíceis é possível, desde que se tenha a capacidade de dominar as emoções e utilizar alternativas que sinalizem soluções mais adequadas ao problema.

Quando se chega à terceira idade, em geral, problemas físicos e psicológicos vêm associados à ela. Nessa fase do ciclo de vida há mais necessidade de amparo, de apoio e de cuidados especiais. Assim sendo, o cuidador precisa ser bem preparado, principalmente quando o idoso apresenta instabilidade emocional ou sintomas de depressão.

Para tanto, listamos os 10 (dez) principais benefícios que podem ser garantidos pelo uso da inteligência emocional durante o trabalho de cuidador de idosos. Veja também como essa habilidade é essencial para dar a sustentação emocional exigida pela profissão.

  1. Treinar o autocontrole emocional;
  2. auxiliar o idoso a dominar a ansiedade;
  3. ter calma e solidariedade com o paciente;
  4. utilizar as habilidades individuais corretamente;
  5. superar a negatividade e desenvolver pensamentos positivos;
  6. motivar o paciente a enfrentar os problemas com calma e sabedoria;
  7. perceber as prioridades e dar mais atenção às necessidades do idoso;
  8. usar a amabilidade, a tolerância e a paciência como fundamentos essenciais ao cotidiano;
  9. desenvolver os requisitos necessários para prestar um exercício profissional de excelência;
  10. conquistar a confiança do paciente, bem como a do familiar responsável pela contratação do cuidador.
Como desenvolver a inteligência emocional e se preparar para o trabalho de cuidador?

O desenvolvimento de características baseadas na inteligência emocional exerce efeito sobre o comportamento do profissional e também influencia o seu relacionamento com o idoso que acompanha.

Selecionamos algumas ações que contribuem para o desenvolvimento da inteligência emocional. Confira!

Aprender a lidar com o estresse e com a ansiedade

Em algum momento ou situação da vida, todos passam por momentos estressantes ou são afetados pela insegurança emocional, típica da ansiedade. Nessa conjectura, saber enfrentar tais situações é fundamental para alcançar o equilíbrio necessário à resolução dos problemas.

Manter a calma é a coisa mais importante para encontrar a saída em circunstâncias adversas. Sugestões como respirar fundo, lavar o rosto, sair um pouco do ambiente agitado e caminhar ao ar livre podem ajudar a aliviar as tensões.

Ter empatia

A empatia precisa ser desenvolvida aos poucos. Ninguém nasce empático: à medida que a pessoa vai amadurecendo e enfrentando situações adversas, a prática da empatia torna-se essencial para aprender a lidar com pessoas difíceis.

Para os familiares, ou para o profissional cuidador que auxilia a família, ter empatia é importantíssimo para entender as necessidades do idoso. Ajuda, ainda, a compreender as limitações dele e a razão das alterações de comportamento tão comuns na fase senil.

Procurar responder e não reagir

Cuidar de pessoas exige o desenvolvimento de dons especiais e a sabedoria necessária ao controle de situações conflitantes. Isso porque a prática dessa profissão exige que você se concentre em suas ações e perceba a diferença entre o responder e o reagir.

Diante de determinadas situações, o lado do cérebro que controla as emoções, devido à rapidez do processamento das sensações, responde aos acontecimentos de forma muito rápida. Como o processo de reação é inconsciente, a pessoa se comporta de forma inconsciente também.

Porém, a efetuação das respostas ocorre de forma consciente, por isso, o desenvolvimento da inteligência emocional é tão importante para evitar falas agressivas por meio de respostas imediatas e impulsivas.

Buscar uma formação adequada

Ainda que a pessoa tenha habilidades naturais, o curso de cuidador é indispensável para garantir a qualificação profissional necessária à excelência dos serviços. Entretanto, é preciso escolher criteriosamente uma instituição que ofereça um curso com um conteúdo completo, com estágios e certificados.

Procure realizar um curso que tenha treinamento comportamental e técnicas de Programação Neuro-Linguística (PNL). Tais especificidades — em consonância com a inteligência emocional — são fundamentais para enfrentar os desafios da profissão cuidador de idosos.

Reduzir as emoções negativas

Um dos quesitos mais importantes em qualquer profissão é o controle das emoções. Mas para o profissional que acompanha idosos, isso se torna imprescindível: o cuidador depende do autocontrole emocional para saber ajudar a quem precisa nos momentos difíceis da vida.

Diferentemente do Quociente de Inteligência (QI), a inteligência emocional pode ser desenvolvida. Desse modo, é possível treinar seu cérebro para adotar novos comportamentos — e ações emocionalmente inteligentes —, a fim de reduzir as emoções negativas durante o trabalho.

Nesse contexto, desenvolver a inteligência emocional possibilita a construção dos caminhos necessários para superar desafios e transformar os problemas em oportunidades, a fim de tornar o exercício da profissão mais agradável e pleno.

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