A autoestima começa a ser desenvolvida desde o nascimento, através da relação com os pais e com o mundo à sua volta. O ser humano necessita do outro desde seu nascimento até a morte. O ambiente e as questões socioculturais influenciam o desenvolvimento do ser, impactam diretamente a compreensão de si mesmo e a maneira única e especial.

A autoestima em suma, é a base da nossa personalidade e o modo como lidamos conosco é projetado para o ambiente, então, uma pessoa que lida consigo mesma de forma negligente, autodesvalorizada, tende a projetar isso para as suas relações e para as suas tarefas diárias.

A base da autoconfiança

É a fonte do nosso poder pessoal, da capacidade que todo ser humano tem de influenciar e ser influenciado nas relações sociais. Em todos os tipos de relações a autoestima é o pano de fundo, pois ela determinará o modo como o indivíduo irá respirar, se emocionar e agir – principalmente com ele mesmo e os outros.

Em situações de trabalho, por exemplo, pessoas com alta autoestima tendem a ser mais ágeis. A falar assertivamente o que querem. A lutar pelos seus objetivos de forma clara. Uma pessoa com alta autoestima acredita em si mesma, é o que quer ser, assume responsabilidades sem culpar os outros ou se justificar pelas escolhas que faz como um indivíduo que tem controle do que está fazendo.

A autoestima é a base da autoconfiança. Pessoas autoconfiantes tendem a expressar confiança na própria capacidade de superar desafios e situações difíceis, investem mais no seu desenvolvimento pessoal e profissional e são mais resilientes.

Como ampliar a autoestima?

A autoestima é individual, mas é constituída na interação com o meio ambiente, portanto, uma pessoa pode transformar sua autoestima em diferentes momentos da sua vida. Trazendo a tona a famosa “montanha-russa” de emoções.

A partir de práticas direcionadas para a autovalorização. Para a reflexão acerca de suas próprias necessidades. E a avaliação constante de si mesmo, o potencial de autoestima de cada um pode ser desenvolvido.

A autocrítica e a autoavaliação são importantíssimas. Faz parte do processo de maturidade, contudo, às vezes é tão difícil mudar, que o indivíduo pode resistir à mudança e precisar de ajuda para aprimorar sua autoestima. A psicologia tem contribuído muito nesse sentido e terapias são cada vez mais presentes na vida dos indivíduos bem resolvidos.

Uma das estratégias mais importantes para o desenvolvimento do potencial da autoestima é o investimento em si mesmo. Para que isso ocorra é preciso que o indivíduo seja capaz de reconhecer seus pontos fortes e fracos. Queira investir em um processo de transformação. Abrir mão de determinados comportamentos em prol de outros mais saudáveis, que contribuam para o seu próprio crescimento. Sim, é um processo trabalhoso, mas de extrema importância e os resultados são supremos.

Existem cursos e treinamentos que podem facilitar esse processo de investimento em si mesmo, como Autoestima: práticas para transformar pessoas, que deriva do livro de mesmo nome (veja aqui: http://bit.ly/2tZUUus).

Como a autoestima influencia na saúde?

Contudo, a autoestima e saúde estão diretamente relacionadas. Uma gangorra que num cenário ideal faz a velha brincadeira de equilíbrio deixando a passarela suspensa no ar. Uma pessoa saudável tende a ser mais feliz e vice-versa. Uma pessoa que gosta de si mesma, se cuida, se envolve na sua própria história, compreende o que é importante e o que é irrelevante para si mesma, criando condições favoráveis para o bem-estar e qualidade de vida, investindo no que é importante para o próprio crescimento pessoal.

Uma vez que o indivíduo acredita no seu potencial. Confia em si mesmo. Gosta da sua própria companhia. As possibilidades de conquistas, sucesso pessoal e profissional, bem-estar físico e psíquico, estão disponíveis para ele. O Mal-estar físico e psíquico se instalam naquele que se desmerece, que se diz coisas negativas e não acredita ou confia em si mesmo.

Assim, a saúde depende do quanto uma pessoa consegue dispor de seus recursos internos. Pessoas com baixa autoestima tendem a adoecer mais pelos desgastes emocionais, pelo nível de exigência que se impõem para agradar aos outros. Sobretudo pela instabilidade que gera fragilidade emocional de se verem através dos “olhos” dos outros, o que promove frustrações diante de desaprovações.

Se cuidar é fundamental.

Algumas doenças psicossomáticas podem estar associadas a personalidades que estabelecem para si um nível de cobrança. Agradar aos outros. Nunca dizer “não”. Assumir para si culpas por acontecimentos. Esses tipos de doenças exercem ação direta na saúde do corpo e são ocasionadas por componentes psíquicos. Ou seja, problemas de ordem emocional. Alguns exemplos associados: Dores de barriga. Bruxismo (ranger os dentes). Gastrite. Bronquite. Hipertensão arterial. Dermatites. Dores de cabeça. Disfunções endocrinológicas. Dentre outras.

Para concluir, é importante lembrar, que mente tranquila e confiante gera corpo saudável e qualidade de vida elevada. Uma pessoa bem consigo mesma, sabe analisar todos os pontos e resolver seus problemas sem ter a palavra “impossível” na cabeça.

Confie em si mesmo e seja feliz!

 

 

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