Agosto Lilás – Curso de Cuidadores Domiciliares Dila Oliveira promove palestra gratuita para orientar e alertar sobre a violência contra as mulheres.

Herica Oliveira, empresária e Graziella Martins do Nascimento Alves, advogada especialista em direito público e de familia; membro da OAB Mulher e OAB Mulheres Negras.

“Não é a violência que cria a cultura, mas é a cultura que define o que é violência. Ela é que vai aceitar violências em maior ou menor grau a depender do ponto em que nós estejamos enquanto sociedade humana, do ponto de compreensão do que seja a prática violenta ou não.”
Luiza Bairros, doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan e ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir).

A taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). Outros números também assustam e evidenciam o machismo enraizado em nossa sociedade: a cada 11 minutos, aconteceu um estupro no país em 2016, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública; a cada duas horas, uma mulher foi assassinada em 2017, de acordo com levantamento do G1.

Assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio. Sob diversas formas e intensidades, a violência contra as mulheres é recorrente e presente em muitos países, motivando graves violações de direitos humanos e crimes hediondos.

Apesar da gravidade do problema, nas diferentes regiões do planeta, a falta de compreensão sobre as desigualdades e as relações de poder que são construídas junto aos papéis associados ao gênero masculino e feminino leva à negação de direitos e diferentes níveis de tolerância social à violência, gerando, assim, ainda mais violência.

O quadro se agrava diante de um histórico de colonização e desenvolvimento econômico estruturalmente baseado em relações racializadas – o Brasil está há 127 anos fora do regime escravista, contra 388 anos sob a escravidão legal. Passou, ainda, por duas Ditaduras somente no período republicano, em que a violência, inclusive contra as mulheres, foi institucionalizada.

Como exemplos da construção dos lugares desiguais de homens e mulheres na sociedade, a legislação do Brasil Colônia dava aos maridos o direito de assassinar as mulheres. E o Código Civil que vigorou de 1916 a 2002 considerava mulheres casadas como “incapazes”. Assim como ocorreu com a escravidão, que legalizava o tratamento a seres humanos negros e negras como “coisas”. O que na atualidade é reconhecidamente absurdo, já foi legal.

Especialistas apontam que o País registrou avanços significativos nas últimas décadas. Ratificou a Convenção de Belém do Pará – como ficou conhecida a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra Mulher. A convenção é considerada um marco no enfrentamento à violência contra as mulheres, já que ela exige dos Estados um compromisso efetivo na erradicação da violência de gênero a partir da criação de legislação específica – campo em que o Brasil tornou-se referência com a promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), em 2006.

A conjugação das normas internacionais com leis nacionais foi essencial para tirar a violação dos direitos humanos das mulheres da invisibilidade. Descortinar o problema, porém, é apenas o primeiro passo de um longo processo de transformação que inclui a criação de serviços específicos para atendimento àquelas que tiveram seus direitos violados, o fomento à capacitação de pessoal e a modificação de padrões socioculturais.

“Para erradicar a violência contra as mulheres que acontece no espaço público e privado, e que tem se perpetuado de geração em geração, é preciso se debruçar sobre as causas, sobre as raízes culturais dessa violência .Em várias partes do mundo, nos últimos 30, 40 anos, o que se tem focalizado especialmente são os efeitos e conseqüências: o abuso sexual de meninas, o estupro, a violência doméstica, o assassinato de mulheres pelos seus parceiros íntimos etc. Algo que tem sido fundamental, diante da gravidade da violência contra as mulheres no Brasil e no mundo. Agora, associada a essas ações de exigência para acesso à justiça por parte das mulheres, é também preciso maior ênfase no debate sobre as culturas da violência para se conseguir exigir mudanças de comportamento e mentalidade nos padrões de socialização.”Jacira Melo, mestre em Ciências da Comunicação e diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

Por conta deste triste cenário, Herica Oliveira, empresária e business coach convidou a advogada Graziella Martins do Nascimento Alves, advogada especialista em direito público e de famí’lia; membro da OAB Mulher e OAB Mulheres Negras para uma palestra gratuita dia 18 de agosto, sábado, das 10 às 13h na filial de Nova Iguaçu da Escola de Cuidadores de Idosos Dila Oliveira. As duas esperam atrair o maior número de mulheres possível para alerta-las e orienta-las, inclusive em como agir em caso de terem conhecimento de abusos e violências que vizinhas, parentes e amigas, sofrem sem saber agir.

Palestra: Agosto Lilás |  Orientação de como agir nos casos de abuso e enfrentar a violência contra as mulheres.

Dia : 18 de agosto, sábado, das 10 às 13h, entrada franca, vagas limitadas.

Com : Herica Oliveira, empresária; Graziella Martins do Nascimento Alves, advogada especialista em direito público e de familia; membro da OAB Mulher e OAB Mulheres Negras.

Local: Escola de Formação de Cuidadores e Home Care Dila Oliveira – Rua Marechal Floriano, 1480 loja 148 – Iguaçu Shopping

Mais informações, de segunda a sexta, das 9h às 17h.
21.982227641

Vagas limitadas! Reserve sua vaga

Entenda porque lilás é a cor do feminismo!No movimento feminista, havia uma forte crítica à prática da maioria dos partidos e sindicatos. Muitos movimentos se organizaram de forma independente. Assim, várias feministas adotaram a cor lilás, que é a soma entre as cores azul e rosa. Venha saber como ajudar aquela amiga, vizinha. parente que é vítima de violência doméstica#JuntasSomosMaisFortes

https://www.eventbrite.com.br/e/agosto-lilas-curso-de-cuidadores-domiciliares-dila-oliveira-promove-palestra-gratuita-para-orientar-tickets-48774171861

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