obesidade é uma epidemia no Brasil.  Dados recentes da pesquisa mostraram que os índices de sobrepeso continuam subindo. Em 2006, 43% da população apresentava excesso de peso, em 2014 temos 52,5%.

Os homens são os que apresentam os maiores índices de excesso de peso (56,5%) em comparação às mulheres (49,1%). O índice de obesidade praticamente se manteve nos dois últimos anos, aumentou de 17,5% para 17,9%, mas continua elevado. A causa da obesidade é multifatorial, resultando na interação da genética, ambiente, estilo de vida e fatores emocionais.

Por que engordamos? 

Possuímos “genes poupadores”: o homem pré-histórico caçava, lutava e corria para sobreviver. A comida era escassa, e ele passava momentos de fome. Aqueles que conseguiam percorrer maiores distâncias por mais tempo e conseguiam armazenar energia e nutrientes sobreviviam. Com a descoberta do fogo, confecção de ferramentas, agricultura, pecuária, revolução industrial e tecnológica, o homem tornou-se sedentário, e o alimento tornou-se abundante, mas esta “informação poupadora” não se desfez.

Ingerimos mais energia/calorias: é o momento de maior oferta e variedade alimentar; estamos consumindo comidas prontas e práticas; diminuímos o hábito de cozinhar e comer em família; pedimos comida ou comemos fora com muita frequência; frequentamos rodízios, quilos e fast foods “

– Reduzimos o gasto calórico em atividades do dia a dia: temos um estilo de vida mais sedentário devido à evolução tecnológica (ex: uso de controle remoto, celular, telefone sem fio); passamos mais tempo vendo televisão ou em redes sociais (celulares, computadores); andamos menos devido à melhoria dos meios de transporte; usamos eletrodomésticos que otimizam as tarefas; as atividades profissionais ficaram mais “intelectuais” do que “braçais”; entre outras modificações que diminuíram o esforço para realizar atividades básicas.

Estamos mais ansiosos e estressados e utilizando a comida como prêmio, é a “confort food”.

Para a eficaz redução de peso é necessário criar um déficit calórico com redução da ingestão calórica total e aumento do gasto energético através da prática esportiva. A qualidade dos alimentos ingeridos e o tamanho das porções também são determinantes.

O ato de se alimentar está diretamente relacionado com a nossa cultura, a sociedade em que vivemos, nossa relação com a comida, clima, ecologia, aspectos biológicos (idade e sexo) e econômicos. Portanto, o programa alimentar deve ser elaborado respeitando as características individuais, preferências e aversões alimentares, história clínica e estilo de vida do indivíduo.

10 Dicas para ajudar a emagrecer e se manter magro

– criar um déficit de energia, um balanço energético negativo entre o que ingerimos e o quanto gastamos de calorias/ energia;

– reduzir a utilização de gordura total (principalmente saturada e trans), açúcar e sal;

– aumentar o consumo de alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, cereais e preparações integrais;

– reduzir o consumo de alimentos refinados e processados;

– organizar as compras de mercado, frequentar feiras livres

– controlar o ambiente em que vivemos, dificultando o acesso a produtos que tenham alta densidade calórica e que promovam compulsão alimentar;

– praticar regularmente exercício físico, pelo menos 150 horas/semana para a manutenção do peso e 300 horas/semana para perda de peso;

– ficar mais ativo (andar mais a pé, utilizar bicicleta, por exemplo);

– evitar dietas restritivas, pois aumentam o risco de compulsão alimentar;

– reduzir a ingestão de alimentos com alta densidade calórica e procurar outros prazeres além da comida;

E lembre-se: a obesidade é uma doença.
Manter-se magro não é apenas uma questão estética.

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